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		<title>O Preço do Amanhã</title>
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		<pubDate>Fri, 27 Jan 2012 14:41:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>fbarbanti</dc:creator>
				<category><![CDATA[Aventura]]></category>
		<category><![CDATA[Ficção Científica]]></category>
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		<category><![CDATA[Andrew Niccol]]></category>
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		<description><![CDATA[A ficção científica é um dos poucos gêneros do cinema em que se tem total liberdade para criar uma realidade completamente &#8230;<p><a href="http://barbanti.wordpress.com/2012/01/27/o-preco-do-amanha/">Continuar lendo &#187; </a></p><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=barbanti.wordpress.com&amp;blog=4777791&amp;post=850&amp;subd=barbanti&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://barbanti.wordpress.com/2012/01/27/o-preco-do-amanha/in-time/" rel="attachment wp-att-851"><img class="aligncenter size-full wp-image-851" title="In Time" src="http://barbanti.files.wordpress.com/2012/01/in-time.jpg?w=791" alt=""   /></a></p>
<p>A ficção científica é um dos poucos gêneros do cinema em que se tem total liberdade para criar uma realidade completamente nova, onde as barreiras que controlam nosso universo são rompidas sem que esse ato gere um desconforto no público. Então, se um ser humano quer flutuar como se estivesse em um mundo sem gravidade, como acontece em <em>Matrix</em> ou <em>A Origem</em>, não há nada de errado com isso, desde que essa ruptura tenha um motivo. O ponto forte dessa flexibilidade é que permite ao cineasta usar toda a sua criatividade em prol desse novo mundo. O ponto fraco é que, muitas vezes, o conceito por trás desse universo fictício se torna melhor do que a história que está sendo contada. É o que acontece em <em>O Preço do Amanhã</em>.</p>
<p>Em um futuro onde as pessoas param de envelhecer quando completam 25 anos de idade, o tempo é a nova unidade monetária. A partir dessa data, você ganha apenas mais um ano de vida. Para viver mais, é preciso adquirir tempo. Só que esse tempo também é utilizado para cobrir os custos de vida. Se você quer comprar um café, você paga com minutos. Uma passagem de ônibus, algumas horas. Aluguel, alguns dias. Essa realidade ocasiona uma disparidade social gigantesca, onde os pobres vivem pouco tempo além dos seus 25 anos enquanto os ricos se tornam imortais.</p>
<p>É nesse mundo que vive Will Salas (Justin Timberlake), um jovem que leva a expressão &#8220;um dia de cada vez&#8221; ao pé da letra. Sem saber que surpresa o futuro lhe reserva, sua realidade é uma de constante incerteza. Até o dia em que salva a vida do advogado Henry Hamilton (Matt Bomer), um ricaço frustrado com sua existência repleta de monotonia que anseia pelo dia de sua morte. De acordo com sua teoria, a imortalidade é um benefício muito caro. E a única forma de alguns poucos conseguirem esse benefício é se inúmeros outros morrerem. Enquanto os dois dormem, o advogado presenteia Will com mais de um século de vida, deixando apenas uma mensagem antes de morrer: &#8220;não desperdice o meu tempo&#8221;. O jovem então decide desmascarar essa conspiração que está causando a morte daqueles ao seu redor enquanto tenta fugir do incansável Raymond Leon (Cillian Murphy), um policial responsável pela harmonia temporal desse universo.</p>
<p><span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://barbanti.wordpress.com/2012/01/27/o-preco-do-amanha/"><img src="http://img.youtube.com/vi/EQ4-ioY7IyA/2.jpg" alt="" /></a></span><br />
A inventividade do cineasta Andrew Niccol, responsável pelos roteiros do ótimo <em>Gattaca</em> e do excepcional <em>O Show de Truman</em>, se faz presente nos pequenos detalhes que constituem o mundo que desenvolve. Por exemplo, os habitantes do gueto, que vivem com o fantasma da falta de tempo pairando sobre suas cabeças, têm o costume de comer depressa, correr em vez de andar e dormir pouco. Cada segundo conta quando se vive em uma constante contagem regressiva, o que não acontece com os milionários. A cena em que uma prostituta oferece &#8220;dez minutos por uma hora&#8221; é simplesmente hilária. Existe até uma brecha para se criticar o sistema capitalista onde, para que alguns sejam bilionários, vários precisam morrer de fome. Aqui, os ricos estão literalmente matando os pobres, roubando dos mesmos o pouco tempo que têm ao aumentar seu custo de vida.</p>
<p>Pena que Niccol tenha sentido a necessidade de inserir uma trama de ação pouco convincente e mal desenvolvida em sua história. Se o roteiro tivesse se limitado a explorar os dilemas filosóficos desse universo fascinante, ele poderia se tornar uma obra tão cultuada quanto <em>Blade Runner</em>, tamanho o espaço para debate que ele gera. Mas ao colocar o fraquinho Justin Timberlake e a insossa Amanda Seyfried correndo para cima e para baixo com uma arma na mão sem saber exatamente o que almejam alcançar, o filme perde o foco e se transforma em uma obra arrastada e tediosa.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/barbanti.wordpress.com/850/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/barbanti.wordpress.com/850/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/barbanti.wordpress.com/850/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/barbanti.wordpress.com/850/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/barbanti.wordpress.com/850/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/barbanti.wordpress.com/850/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/barbanti.wordpress.com/850/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/barbanti.wordpress.com/850/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/barbanti.wordpress.com/850/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/barbanti.wordpress.com/850/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/barbanti.wordpress.com/850/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/barbanti.wordpress.com/850/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/barbanti.wordpress.com/850/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/barbanti.wordpress.com/850/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=barbanti.wordpress.com&amp;blog=4777791&amp;post=850&amp;subd=barbanti&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>2 Coelhos</title>
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		<pubDate>Tue, 24 Jan 2012 22:39:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>fbarbanti</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Policial]]></category>
		<category><![CDATA[Afonso Poyart]]></category>
		<category><![CDATA[Alessandra Negrini]]></category>

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		<description><![CDATA[O maior benefício que os videoclipes acabam por trazer para o cinema é a liberdade que se tem para experimentar. &#8230;<p><a href="http://barbanti.wordpress.com/2012/01/24/dois-coelhos/">Continuar lendo &#187; </a></p><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=barbanti.wordpress.com&amp;blog=4777791&amp;post=832&amp;subd=barbanti&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://barbanti.wordpress.com/2012/01/24/dois-coelhos/dois-coelhos/" rel="attachment wp-att-833"><img class="aligncenter size-full wp-image-833" title="Dois Coelhos" src="http://barbanti.files.wordpress.com/2012/01/dois-coelhos.jpg?w=791" alt=""   /></a></p>
<p>O maior benefício que os videoclipes acabam por trazer para o cinema é a liberdade que se tem para experimentar. Em um clipe, não existem limites para a criatividade de um cineasta. Pode-se abusar de sequências computadorizadas, animações tridimensionais e outros recursos digitais porque não há a necessidade de se contar uma história coerente. E esses experimentos, mais tarde, podem ser utilizados de forma mais pontual pela sétima arte para criar cenas exuberantes que deixam o espectador com o queixo caído. O perigo, muitas vezes, é que alguns desses realizadores esquecem que estão lidando com uma nova linguagem e que precisam se preocupar com outros aspectos relacionados ao cinema, como roteiro e atuação.</p>
<p>Em <em>2 Coelhos</em>, longametragem de estréia do publicitário Afonso Poyart, o inexpressivo Fernando Alves Pinto vive o perturbado Edgar, um jovem incomum que elabora um rebuscado plano para fazer aquilo que ele considera como justiça. Depois de se envolver em um acidente de carro que vitimou duas pessoas inocentes, ele resolve assumir as rédeas de um ambicioso estratagema que colocará bandidos impiedosos e políticos corruptos em uma explosiva rota de colisão.</p>
<p><span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://barbanti.wordpress.com/2012/01/24/dois-coelhos/"><img src="http://img.youtube.com/vi/IaGYMOOjMwA/2.jpg" alt="" /></a></span><br />
O fragmentado roteiro do próprio Poyart tenta brincar de ser inteligente com suas idas e vindas onde a frágil trama é gradativamente exposta ao público. Mas a estratégia acaba se virando contra seu realizador quando, em diversos momentos, a necessidade de voltar ao passado para explicar alguma reviravolta quebra de forma vertiginosa o ritmo acelerado que tenta imprimir. Além disso, muitas personagens parecem ter comportamentos erráticos, que não condizem com sua natureza. Caco Ciocler, por exemplo, interpreta um professor idealista que, em uma cena, discursa sobre a corrupção que envenena o Brasil para, na próxima cena, empunhar uma arma e trocar tiros com bandidos para ajudar a pessoa que matou sua família.</p>
<p>A direção carregada de Poyart opta por fazer um salada de frutas visual, onde linguagens diferentes se misturam de forma gratuita e arbitrária, sem nenhum propósito para a história. As referências vão desde a super câmera lenta usada em <em>300</em> até animações tridimensionais que lançam o protagonista em um ficcional videogame ou em mangás japoneses. Quando o vilão da história manda buscar sua espada samurai de seu carro, é quase impossível não enxergar a influência Tarantina na sequência. Além de não trazer nenhum benefício para a história, o uso excessivo desses artifícios dá a impressão que o diretor tentou camuflar os enormes furos de seu roteiro com inserções aleatórias de ícones da cultura contemporânea.</p>
<p>Detecta-se, em <em>2 Coelhos</em>, a honestidade de um diretor que quer trazer algo de novo e de diferente para um cinema brasileiro que, cada vez mais, valoriza a importância de produções comerciais. Pelos seus esforços, ele até merece uma menção honrosa. Mas, depois de filtrados as boas intenções e o excesso de estilo visual, o que resta é uma história frágil que padece com o passar do tempo e que, em vez de matar os dois coelhos do ditado, acaba por deixá-los escapar por entres as lacunas que formam sua história.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/barbanti.wordpress.com/832/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/barbanti.wordpress.com/832/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/barbanti.wordpress.com/832/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/barbanti.wordpress.com/832/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/barbanti.wordpress.com/832/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/barbanti.wordpress.com/832/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/barbanti.wordpress.com/832/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/barbanti.wordpress.com/832/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/barbanti.wordpress.com/832/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/barbanti.wordpress.com/832/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/barbanti.wordpress.com/832/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/barbanti.wordpress.com/832/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/barbanti.wordpress.com/832/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/barbanti.wordpress.com/832/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=barbanti.wordpress.com&amp;blog=4777791&amp;post=832&amp;subd=barbanti&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>À Beira do Abismo</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Jan 2012 19:30:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>fbarbanti</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>

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		<description><![CDATA[Ir ao cinema é um exercício de perdão. Quando opta-se por gostar ou não de um novo filme, o que &#8230;<p><a href="http://barbanti.wordpress.com/2012/01/23/a-beira-do-abismo/">Continuar lendo &#187; </a></p><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=barbanti.wordpress.com&amp;blog=4777791&amp;post=820&amp;subd=barbanti&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://barbanti.wordpress.com/2012/01/23/a-beira-do-abismo/man-on-a-ledge/" rel="attachment wp-att-821"><img class="aligncenter size-full wp-image-821" title="Man on a Ledge" src="http://barbanti.files.wordpress.com/2012/01/man-on-a-ledge.jpg?w=791" alt=""   /></a></p>
<p>Ir ao cinema é um exercício de perdão. Quando opta-se por gostar ou não de um novo filme, o que na verdade está se fazendo é aceitar ou não seus erros e fragilidades. Assim como acontece com o ser humano, que se ama apesar dos defeitos e não pelas qualidades, o mesmo pode ser dito em relação à sétima arte (ou qualquer outra).</p>
<p>A dura realidade é que não existe uma obra perfeita. Quando passado o pente fino, qualquer produção está sujeita à natureza falha de seus realizadores. Quantas vezes vê-se alguém elogiando a fotografia ou a direção de um determinado filme enquanto o roteiro e a história são estrategicamente ignorados? Costuma-se ser mais compreensivo com um cineasta que figura na sua lista de favoritos, perdoando eventuais deslizes, do que com outros mais anônimos. Muitas vezes elogia-se seu trabalho de forma até exagerada só por ser o mais novo projeto de um aclamado diretor enquanto se é implacável com outras obras que mereciam um pouco mais de tolerância e imparcialidade.</p>
<p><em>À Beira do Abismo</em> é um filme muito fácil de se criticar. Ainda não li nenhuma matéria sobre o mesmo, mas já consigo imaginar a quantidade de resenhas negativas que ele receberá. E muito desses ataques se devem mais a uma resistência de se elogiar um filme de entretenimento puro do que a uma autêntica insatisfação com a obra. É como se as pessoas se sentissem culpadas de se divertir com um espetáculo tão raso e superficial. E é isso que <em>À Beira do Abismo</em> entrega aos espectadores que estiverem dispostos a passar por cima de uma série de improbabilidades contidas em seu roteiro: um espetáculo divertido e envolvente.</p>
<p>Um homem misterioso (Sam Worthington, de <em>Avatar</em>) aluga um quarto de um luxuoso hotel em Nova York e pede um generoso prato de café da manhã. Logo em seguida, ele limpa o quarto de qualquer vestígio de suas digitais, abre a janela e se posiciona no parapeito do edifício, ameaçando se matar. A polícia em pouco tempo cerca o local e uma negociadora (Elizabeth Banks) é chamada para tentar convencê-lo a não se jogar. O que ela não sabe é que o suposto suicida, na verdade, é o idealizador de um elaborado plano que tem como principal objetivo provar sua inocência de uma acusação de roubo que lhe custou uma pena de 25 anos de prisão.</p>
<p><span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://barbanti.wordpress.com/2012/01/23/a-beira-do-abismo/"><img src="http://img.youtube.com/vi/MUKYkGsVQps/2.jpg" alt="" /></a></span><br />
Fica claro, desde o começo, que <em>À Beira do Abismo</em> não é uma produção para se levar a sério. Seu objetivo parece ser o de resgatar o bom humor e a tensão dos filmes policiais da década de 80, sem nenhum compromisso com o realismo. Para isso, investe em um roteiro tenso e intrigante, onde problemas são expostos e resolvidos com grande originalidade e onde o dinamismo é tão intenso que, apesar da história se passar em um ambiente limitado, a ação aparenta ininterrupta.</p>
<p>É claro que o filme está infestado de clichês, como a policial que possui um trauma com um antigo caso onde uma pessoa acabou se matando ou um canastrão vilão (na pele de um caricato e envelhecido Ed Harris) que personifica a malignidade do capitalismo americano. Há até um momento <em>deus ex machina</em>, onde nosso herói é salvo, mais de uma vez, por intervenções que mais parecem obras de um ser superior. Mas, apesar de todos seus defeitos, eu não posso negar que fiquei entretido durante a sessão. O que mais pode se exigir de uma obra como essa? Afinal de contas, ninguém é perfeito.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/barbanti.wordpress.com/820/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/barbanti.wordpress.com/820/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/barbanti.wordpress.com/820/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/barbanti.wordpress.com/820/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/barbanti.wordpress.com/820/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/barbanti.wordpress.com/820/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/barbanti.wordpress.com/820/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/barbanti.wordpress.com/820/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/barbanti.wordpress.com/820/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/barbanti.wordpress.com/820/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/barbanti.wordpress.com/820/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/barbanti.wordpress.com/820/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/barbanti.wordpress.com/820/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/barbanti.wordpress.com/820/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=barbanti.wordpress.com&amp;blog=4777791&amp;post=820&amp;subd=barbanti&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Fora da Lei</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Jan 2012 13:24:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>fbarbanti</dc:creator>
				<category><![CDATA[Drama]]></category>
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		<description><![CDATA[O que fazer quando o principal filme de sua carreira concorre a uma série de prêmios internacionais, incluindo o Oscar &#8230;<p><a href="http://barbanti.wordpress.com/2012/01/20/fora-da-lei/">Continuar lendo &#187; </a></p><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=barbanti.wordpress.com&amp;blog=4777791&amp;post=807&amp;subd=barbanti&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://barbanti.wordpress.com/2012/01/20/fora-da-lei/outside-the-law/" rel="attachment wp-att-808"><img class="aligncenter size-full wp-image-808" title="Outside the Law" src="http://barbanti.files.wordpress.com/2012/01/outside-the-law.jpg?w=791" alt=""   /></a></p>
<p>O que fazer quando o principal filme de sua carreira concorre a uma série de prêmios internacionais, incluindo o Oscar de filme estrangeiro e a Palma de Ouro de Cannes? Para o diretor francês de origem argelina Rachib Bouchareb a resposta é muito simples: não se mexe em time que está ganhando. Depois do sucesso do ótimo <em>Dias de Glória</em>, que mostrava a contribuição de soldados africanos ao exército francês durante a segunda guerra mundial, ele resolveu recorrer aos mesmos atores, dar a suas personagens os mesmos nomes e revisitar o tema do preconceito na França do pós-guerra. E a fórmula parece ter dado resultado, pelo menos no que diz respeito a prêmios. Apesar de repetir as indicações de seu antecessor, <em>Fora da Lei</em> é um filme inferior que sofre com a falta de foco e com as grandes elipses de seu roteiro.</p>
<p>Quando os três irmãos Saïd (Jamel Debbouze), Messaoud (Roschdy Zem) e Abdelkader (Sami Bouajila) são expulsos, ainda crianças, da terra que seus antepassados nasceram e morreram, o sentimento é a de perda de identidade. De não pertencer a lugar nenhum. Anos mais tarde, esse mesmo sentimento se instala quando seu país, a Argélia, luta para se livrar da colonização francesa e se estabelecer como uma nação independente. Messaoud vai para a guerra, defender seus colonizadores. Saïd se muda para a França com a mãe onde ganha dinheiro com atos ilícitos. Abdelkader vai para a prisão depois de participar de uma passeata reivindicando a liberdade argelina.</p>
<p>Os três irmãos se encontram anos mais tarde e, liderados por Abdelkader, decidem iniciar uma revolução armada em busca da independência da Argélia. Saïd é o mais reticente por acreditar que a melhor forma de atingir o inimigo é ganhar dinheiro e prestígio. Seu sonho é colocar um argelino como campeão de boxe francês. Mas os outros dois irmãos possuem ideais mais patrióticos e não pouparão esforços para garantir a liberdade de sua nação, nem que para isso sujem as próprias mãos com o sangue de seus opressores.</p>
<p><span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://barbanti.wordpress.com/2012/01/20/fora-da-lei/"><img src="http://img.youtube.com/vi/KiHTBTAfYoo/2.jpg" alt="" /></a></span><br />
Há de se aplaudir a apurada produção dessa obra com ambições épicas. Em muitos momentos, ela se assemelha aos filmes de gângster de Scorsese, com sua reconstituição de época minuciosa e cenas de ação vertiginosas. Os atores estão à vontade em papéis que dominam sem muito esforço e a fotografia investe em uma atmosfera meio envelhecida, com um tom desbotado que nos faz viajar no tempo. Mas se tecnicamente o filme é impecável, o mesmo não pode ser dito do roteiro.</p>
<p>Roteiro, muitas vezes, funciona como uma melodia. Para que a mesma funcione, é preciso saber quando estender uma nota, quando fazer uma pausa, quando acelerar o ritmo. Qualquer falha em um desses elementos e o resultado é um produto inaudível, que nossos cérebros rejeitam por não fazer sentido. É aí que Bouchareb perde o controle de seu projeto. Apesar de possuir uma história promissora e bem intencionada, as elipses que insere em sua trama parecem engolir os momentos mais interessantes para investir em outros sem muita importância aparente. Por exemplo, o fato de Messaoud e o inspetor que o persegue terem lutado juntos durante a guerra poderia ter sido melhor trabalhado para intensificar o conflito de cada uma dessas personagens. O que se vê é apenas uma cena isolada que fracassa ao estabeler esse elo entre os dois. O enriquecimento ilícito de Saïd também parece repentino e arbitrário. Escolhas como essas acabam por enfraquecer as personagens e afetam até mesmo o ritmo do filme por diminuir o interesse que o espectador desenvolve pela história.</p>
<p>Não dá para negar que Rachid Bouchareb é um cineasta excepcional. O controle que possui sobre a imagem e a capacidade de elaborar sequências grandiosas o colocam como um dos grandes diretores europeus em atividade. Só lhe resta agora a humildade para delegar o roteiro para pessoas mais gabaritadas que possam transformar sua história em algo mais envolvente. Quem sabe, quando isso acontecer, ele pode finalmente abocanhar o Oscar e a Palma de Ouro que por duas vezes escaparam de suas mãos.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/barbanti.wordpress.com/807/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/barbanti.wordpress.com/807/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/barbanti.wordpress.com/807/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/barbanti.wordpress.com/807/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/barbanti.wordpress.com/807/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/barbanti.wordpress.com/807/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/barbanti.wordpress.com/807/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/barbanti.wordpress.com/807/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/barbanti.wordpress.com/807/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/barbanti.wordpress.com/807/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/barbanti.wordpress.com/807/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/barbanti.wordpress.com/807/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/barbanti.wordpress.com/807/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/barbanti.wordpress.com/807/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=barbanti.wordpress.com&amp;blog=4777791&amp;post=807&amp;subd=barbanti&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>A Separação</title>
		<link>http://barbanti.wordpress.com/2012/01/19/a-separacao/</link>
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		<pubDate>Thu, 19 Jan 2012 13:40:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>fbarbanti</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema do Oriente Médio]]></category>
		<category><![CDATA[Drama]]></category>
		<category><![CDATA[Asghar Farhadi]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema Iraniano]]></category>
		<category><![CDATA[Globo de Ouro]]></category>

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		<description><![CDATA[O fim de um casamento não é uma visão muito gratificante. A experiência se torna ainda mais trágica quando nota-se &#8230;<p><a href="http://barbanti.wordpress.com/2012/01/19/a-separacao/">Continuar lendo &#187; </a></p><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=barbanti.wordpress.com&amp;blog=4777791&amp;post=791&amp;subd=barbanti&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://barbanti.wordpress.com/2012/01/19/a-separacao/a-separation/" rel="attachment wp-att-792"><img class="aligncenter size-full wp-image-792" title="A Separation" src="http://barbanti.files.wordpress.com/2012/01/a-separation.jpg?w=791" alt=""   /></a></p>
<p>O fim de um casamento não é uma visão muito gratificante. A experiência se torna ainda mais trágica quando nota-se que ainda existe amor entre as partes envolvidas. É o que acontece na separação de Nader (Peyman Moadi) e Simin (Leila Hatami), protagonistas dessa produção iraniana ganhadora do Globo de Ouro de melhor filme estrangeiro. Enquanto os dois bradam incansavelmente para um juiz que definirá o futuro do casal, fica evidente que ainda pulsa um sentimento latente entre eles. O próprio juiz constata essa realidade quando afirma que aquele não é um problema grave.</p>
<p>Ela quer aproveitar um visto recém obtido para buscar oportunidades em um outro país. Ele insiste que não pode acompanhar a esposa por estar cuidando de seu pai, que sofre de Alzheimer. Incapazes de chegar a um consenso, ela opta por sair de casa enquanto é obrigada a deixar a filha Termeh (Sarina Farhadi) sob os cuidados do pai. Ele, por sua vez, se vê forçado a contratar os serviços de Razieh (Sareh Bayat) para olhar o adoecido patriarca. Grávida, Razieh trabalha para complementar a renda de sua casa que sofre pelo fato do marido Hodjat (Shahab Hosseini) estar desempregado. Um incidente inesperado lança essas personagens em um caldeirão tempestuoso que tranformará a vida de todos em um verdadeiro inferno.</p>
<p>Devo confessar que não sou um grande fã do cinema iraniano. Sua tendência à prolixidade e a temas essencialmente regionalistas costumam alienar um amante de roteiros universais como eu. Muitas vezes, o cinema do oriente médio acaba servindo mais como um retrato social do que como entretenimento. Para minha surpresa,<em> A Separação</em> consegue a façanha de conciliar as duas coisas, construindo um inquieto panorama da sociedade iraniana sem ignorar a necessidade de imprimir um ritmo intenso e envolvente.</p>
<p><span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://barbanti.wordpress.com/2012/01/19/a-separacao/"><img src="http://img.youtube.com/vi/qeKFDgJLEl4/2.jpg" alt="" /></a></span><br />
O principal mérito do roteiro do cineasta Asghar Farhadi é a sua capacidade de manter o espectador sempre em cheque, na expectativa de que algo está para acontecer. Apesar de dramático, muitas vezes tem-se a impressão de estar se assistindo a um filme de suspense graças à tensão incansável que paira durante toda a projeção e ao excepcional trabalho dos atores, que possuem uma afinação invejável. A pequena estreante Sarina Farhadi &#8211; filha do diretor &#8211; que interpreta a jovem Termeh brilha como uma garota inocente sendo obrigada a amadurecer de forma acelerada.</p>
<p>Existe uma manjada parábola sobre um escorpião que morre afogado ao matar uma tartaruga que o ajudava a atravessar um rio sob o pretexto de ser sua natureza. Ela já foi usada de forma descabida durante uma infinidade de produções com a pretensão de adicionar profundidade ao enredo. Mas, curiosamente, é quase impossível não se lembrar dela enquanto se assiste a esse filme. Se suas personagens fossem desapegadas o suficiente para ignorar a própria natureza, talvez a vida delas teria tomado um curso diferente. A oportunidade se apresenta com frequência para que elas assim o façam, mas seu orgulho ou impetuosidade acabam falando mais alto e elas acabam pagando um alto preço por isso.</p>
<p>O final&#8230; Bem, o final é típico de um filme iraniano. Mas Farhadi não conseguiu evitar. Faz parte de sua natureza.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/barbanti.wordpress.com/791/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/barbanti.wordpress.com/791/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/barbanti.wordpress.com/791/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/barbanti.wordpress.com/791/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/barbanti.wordpress.com/791/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/barbanti.wordpress.com/791/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/barbanti.wordpress.com/791/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/barbanti.wordpress.com/791/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/barbanti.wordpress.com/791/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/barbanti.wordpress.com/791/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/barbanti.wordpress.com/791/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/barbanti.wordpress.com/791/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/barbanti.wordpress.com/791/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/barbanti.wordpress.com/791/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=barbanti.wordpress.com&amp;blog=4777791&amp;post=791&amp;subd=barbanti&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Cavalo de Guerra</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Jan 2012 19:12:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>fbarbanti</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Drama]]></category>
		<category><![CDATA[Guerra]]></category>
		<category><![CDATA[Épico]]></category>
		<category><![CDATA[Steven Spielberg]]></category>

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		<description><![CDATA[Quando necessário escolher, sempre dou preferência à esperança no lugar do ceticismo. Ainda assisto aos novos lançamentos de Nicolas Cage, &#8230;<p><a href="http://barbanti.wordpress.com/2012/01/16/cavalo-de-guerra/">Continuar lendo &#187; </a></p><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=barbanti.wordpress.com&amp;blog=4777791&amp;post=769&amp;subd=barbanti&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://barbanti.wordpress.com/2012/01/16/cavalo-de-guerra/war-horse/" rel="attachment wp-att-770"><img class="aligncenter size-full wp-image-770" title="War Horse" src="http://barbanti.files.wordpress.com/2012/01/war-horse.jpg?w=791" alt=""   /></a></p>
<p>Quando necessário escolher, sempre dou preferência à esperança no lugar do ceticismo. Ainda assisto aos novos lançamentos de Nicolas Cage, por exemplo, mesmo depois dos inúmeros fiascos que tem protagonizado. Existe uma parte de mim que opta por acreditar que o próximo trabalho será melhor. A seguir-se essa toada, não vai demorar muito para que eu acerte pois há pouco espaço onde piorar. O mesmo pode ser dito de Steven Spielberg, cineasta que, durante anos, figurou na minha lista de diretores preferidos. Infelizmente, suas últimas obras, com raras exceções, tem se mostrado irregulares e preguiçosas, alternando momentos de extremo apuro técnico com outros de melodramaticidade excessiva.</p>
<p><em>Cavalo de Guerra</em> é uma adaptação de um livro infantil que acompanha a árdua jornada de um cavalo para reencontrar seu dono em um período de guerra. Comprado a preço de ouro pelo fazendeiro Ted (Peter Mullan) que fora a um leilão para arrematar um cavalo mais forte para puxar seu arado, o pequeno potro desperta imediatamente o interesse do jovem Albert (Jeremy Irvine), que o batiza com o nome Joey. Mesmo sem possuir o porte físico para executar tarefas domésticas, Joey demonstra um espírito invejável, capaz de superar as mais desafiadoras adversidades.</p>
<p>Depois de uma tempestade que arruina com toda a plantação de sua fazenda, Ted se vê obrigado a vender o amado cavalo para o exército, que precisa dos animais em sua luta contra os alemães. A troca de donos a partir de então se faz frequente, obrigando esse improvável herói a passar pelas mais sofridas experiências para conseguir sobreviver uma guerra ingrata e implacável.</p>
<p>Spielberg, não há como negar, trabalha a imagem como um calejado veterano. Alguns planos, elaborados com requinte artesanal, nos remete ao período áureo do diretor, que nos brindava com uma obra-prima após a outra. Como não se impressionar com a sequência em que testemunha-se a execução de dois jovens por trás das pás que movem um moinho? Ou então a desfolegada corrida de Joey pelo devastado campo de batalha coberto por arames farpados? Spielberg até arrisca alguns simbolismos ao usar a terra como alusão ao sofrimento, seja no duro trabalho de arar a lavoura ou na impiedosa rotina dentro das trincheiras. Vestígios de um habilidoso mestre que, vez ou outra, usa seu toque refinado para demonstrar que ainda está vivo mas que não possui forças para fazê-lo durante toda a projeção.</p>
<p><span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://barbanti.wordpress.com/2012/01/16/cavalo-de-guerra/"><img src="http://img.youtube.com/vi/QhueHIXbTF4/2.jpg" alt="" /></a></span><br />
Estivéssemos nós falando de um iniciante, qualquer erro ou excesso seria atribuído à inexperiência de um novato carente de rodagem. Abusos são mais difíceis de perdoar quando se sabe da capacidade da pessoa por trás da obra. O novelão mexicano que inaugura a meia hora inicial da história, com atuações carregadas de açúcar, é um bom exemplo da mão pesada que Spielberg lança sobre seu filme. O que dizer então do exagerado céu alaranjado de Photoshop que pontua os momentos que antecem os créditos finais? Ou a melosa trilha sonora que insiste em dizer ao espectador o que ele deve sentir a cada momento? Equívocos que esse mesmo cineasta não cometeria há 20 anos atrás, quando sua ousadia falava mais alto que sua resignação.</p>
<p>Um futuro promissor negado, muitas vezes, é mais trágico que uma dura realidade. A crítica que se faz a <em>Cavalo de Guerra</em> não é um ataque ao filme que ele é, e sim ao filme que ele deixa de ser. Nota-se nas entrelinhas a respiração ofegante de uma história que merece ser contada. Mas as mesmas entrelinhas revelam o pulso desfalecente de um diretor que outrora reinou absoluto em um império que ajudou a construir. Continuo alimentando minha esperança de um breve retorno, em grande estilo, para acalmar os descrentes de seu talento. Mas essa esperança é mais fruto do meu otimismo exacerbado do que de minha experiência cinematográfica.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/barbanti.wordpress.com/769/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/barbanti.wordpress.com/769/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/barbanti.wordpress.com/769/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/barbanti.wordpress.com/769/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/barbanti.wordpress.com/769/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/barbanti.wordpress.com/769/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/barbanti.wordpress.com/769/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/barbanti.wordpress.com/769/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/barbanti.wordpress.com/769/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/barbanti.wordpress.com/769/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/barbanti.wordpress.com/769/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/barbanti.wordpress.com/769/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/barbanti.wordpress.com/769/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/barbanti.wordpress.com/769/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=barbanti.wordpress.com&amp;blog=4777791&amp;post=769&amp;subd=barbanti&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Another Earth</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Jan 2012 00:59:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>fbarbanti</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema Independente]]></category>
		<category><![CDATA[Drama]]></category>
		<category><![CDATA[Ficção Científica]]></category>
		<category><![CDATA[Brit Marling]]></category>
		<category><![CDATA[Independente]]></category>
		<category><![CDATA[Mike Cahill]]></category>
		<category><![CDATA[William Mapother]]></category>

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		<description><![CDATA[Existem momentos na história da humanidade que ficam marcados para sempre em nossa memória, como um ferro quente que queima &#8230;<p><a href="http://barbanti.wordpress.com/2012/01/13/another-earth/">Continuar lendo &#187; </a></p><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=barbanti.wordpress.com&amp;blog=4777791&amp;post=763&amp;subd=barbanti&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://barbanti.wordpress.com/2012/01/13/another-earth/another-earth/" rel="attachment wp-att-764"><img class="aligncenter size-full wp-image-764" title="Another Earth" src="http://barbanti.files.wordpress.com/2012/01/another-earth.jpg?w=791" alt=""   /></a></p>
<p>Existem momentos na história da humanidade que ficam marcados para sempre em nossa memória, como um ferro quente que queima a pele e lá deixa sua cicatriz eterna. Imagino que todos nós temos uma imagem nítida de onde estávamos quando soubemos dos atentados do dia 11 de setembro. Assim como nossos pais devem se lembrar da transmissão do pouso do primeiro homem na Lua. E a jovem Rhoda Williams (Brit Marling) nunca se esquecerá o que estava fazendo quando o mundo descobriu da existência de um outro planeta, idêntico à Terra, que se aproximava de nossa órbita.</p>
<p>Após ser aceita na conceituada universidade de MIT, a moça resolve sair para comemorar com os amigos. Na volta, um radialista noticia a recente descoberta desse outro planeta, apelidado de Terra 2, e ela decide olhar para o céu para enxergar o astro azul. É nesse exato momento que seu carro colide com o veículo dirigido pelo músico John Burroughs (William Mapother), matando seu filho e sua mulher grávida. Depois de passar quatro anos na prisão pelo acidente, Rhoda sai da cadeia e tenta conviver com sua consciência que não a deixa descansar. Sua inquietude a faz participar de um concurso que irá escolher os privilegiados que irão integrar uma missão espacial para conhecer nossos novos vizinhos.</p>
<p>Muitos cientistas pregam a existência de uma infinidade de universos paralelos onde versões alternativas de cada ser humano tomam decisões diferentes a todo o instante, gerando um mundo completamente distinto. O que fazer então quando um desses universos fica ao nosso alcance? O que falar quando confrontado com uma nova versão de nós mesmos? Será que ela cometeu os mesmos erros que nós? Será que ela é mais feliz ou realizada? Divagações como essa é apenas o começo de uma série de questões levantadas pelo brilhante roteiro do cineasta Mike Cahill.</p>
<p>Roteiro este que, apesar de flertar com a ficção científica, nunca se esquece que está narrando uma história dramática, sobre dois seres humanos sofridos que tentam superar a dor de uma vida repleta de perdas. De um lado, uma jovem que não consegue escapar do sentimento de culpa que insiste em lhe perseguir. Do outro, o músico deprimido que se entrega a um estado de letargia pura, onde não encontra forças nem para sair da cama. A colisão entre esses dois mundos acaba servindo de alusão para o encontro de dois planetas idênticos por fora mas diferentes em seu conteúdo.</p>
<p><span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://barbanti.wordpress.com/2012/01/13/another-earth/"><img src="http://img.youtube.com/vi/N8hEwMMDtFY/2.jpg" alt="" /></a></span><br />
Visualmente falando, <em>Another Earth</em> trabalha o conceito desse novo universo como uma assombração pairando em nossas cabeças. Entre uma cena dramática e outra, vemos o novo planeta como uma entidade viva que parece nos atrair para sua órbita enquanto cada personagem tentar dar continuidade às suas vidas. O céu se transforma em um painel que mistura esperança e terror e que desperta em nossa sociedade as mais diversas reações.</p>
<p>Os relativamente desconhecidos William Mapother (primo de Tom Cruise) e Brit Marling brilham em atuações discretas e extremamente minimalistas. O ar sofrido que transferem para suas personagens ajudam a construir cenas com grande apelo dramático. A sequência em que Rhoda conta a história de um cosmonauta russo ou a que Burroughs usa um serrote como instrumento musical com um som quase sobrenatural são de uma beleza impressionante.</p>
<p><em>Another Earth</em> é um filme que, de tão simples, chega a dar raiva. É difícil acreditar que nenhum outro cineasta pensou em algo parecido em mais de um século de história. O final, além de brilhante e surpreendente, levanta uma série de outras questões que fazem o espectador pensar sobre o assunto muito depois da sessão terminar. Enquanto muitos críticos idolatravam o superestimado <em>Melancolia</em>, que trata de um tema ligeiramente parecido, esse filme entrou e saiu de cartaz nos Estados Unidos sem gerar tanto alarde. Uma grande injustiça que, quem sabe, está sendo corrigida em algum outro universo.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/barbanti.wordpress.com/763/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/barbanti.wordpress.com/763/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/barbanti.wordpress.com/763/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/barbanti.wordpress.com/763/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/barbanti.wordpress.com/763/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/barbanti.wordpress.com/763/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/barbanti.wordpress.com/763/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/barbanti.wordpress.com/763/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/barbanti.wordpress.com/763/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/barbanti.wordpress.com/763/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/barbanti.wordpress.com/763/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/barbanti.wordpress.com/763/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/barbanti.wordpress.com/763/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/barbanti.wordpress.com/763/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=barbanti.wordpress.com&amp;blog=4777791&amp;post=763&amp;subd=barbanti&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Another Earth</media:title>
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		<title>The Revivalists &#8211; Vital Signs</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Jan 2012 01:59:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>fbarbanti</dc:creator>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Southern Rock]]></category>
		<category><![CDATA[The Revivalists]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://barbanti.wordpress.com/2012/01/12/the-revivalists-vital-signs/revivalists-2/" rel="attachment wp-att-745"><img class="aligncenter size-full wp-image-745" title="Revivalists" src="http://barbanti.files.wordpress.com/2012/01/revivalists1.jpg?w=791" alt=""   /></a></p>
<p>Nova Orleans é uma cidade fértil quando o assunto é música, principalmente jazz e rock. Em um universo tão competitivo, onde bandas nascem e morrem com a velocidade de um soluço, estabelecer-se nesse mercado já é uma grande conquista. Gravar um álbum então é um privilégio para poucos. Como se não bastasse tudo isso, os seis rapazes que formam o <em>The Revivalists</em> estão prestes a emplacar seu segundo CD, com previsão de lançamento para o começo de 2012.</p>
<p><em>Vital Signs</em>, primeiro trabalho do grupo, é um retorno ao bom e velho rock&#8217;n roll que caiu no esquecimento depois do surgimento do pop açucarado que vem infestando as rádios mundiais. Um rock com alma, honesto e contagiante. A voz rascante de David Shaw ecoa por cada faixa com extrema potência e as guitarras de Zack Feinberg e Ed Williams ganham vida própria e roubam a cena quando assumem o controle da melodia, como acontece na excelente <em>Soul&#8217;s Too Loud</em>.</p>
<p>Durante as doze faixas de <em>Vital Signs</em>, escuta-se um pouco de tudo. Desde o southern rock em <em>Catching Fireflies</em> e <em>Hurricane Winslow</em> até a balada suave de <em>Straw Man</em>, com um toque de ska em <em>Apreciate Me I</em> e uma pitada de reggae em <em>Apreciate Me II</em>. Existe até mesmo um flerte com Dave Matthews Band em <em>Ride the Earth</em>, minha preferida do álbum. Uma canção com uma enorme variação rítmica e uma riqueza melódica que explode em um hipnótico solo de cordas que mais parece música clássica.</p>
<p><em>Vital Signs</em> é um daqueles raros trabalhos em que não se encontra uma música chata sequer durante sua execução. Uma obra elogiável de uma banda que promete resgatar o rock de qualidade do canto escuro onde se encontra escondido. E que venha o próximo CD&#8230;</p>
<p>Para escutar <em>Ride the Earth</em>, clique <a href="http://www.youtube.com/watch?v=c3itfTS7qO0" target="_blank">aqui</a>.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/barbanti.wordpress.com/743/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/barbanti.wordpress.com/743/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/barbanti.wordpress.com/743/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/barbanti.wordpress.com/743/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/barbanti.wordpress.com/743/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/barbanti.wordpress.com/743/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/barbanti.wordpress.com/743/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/barbanti.wordpress.com/743/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/barbanti.wordpress.com/743/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/barbanti.wordpress.com/743/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/barbanti.wordpress.com/743/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/barbanti.wordpress.com/743/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/barbanti.wordpress.com/743/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/barbanti.wordpress.com/743/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=barbanti.wordpress.com&amp;blog=4777791&amp;post=743&amp;subd=barbanti&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Hodejegerne</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Jan 2012 09:49:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>fbarbanti</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Policial]]></category>
		<category><![CDATA[Suspense]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema Escandinavo]]></category>
		<category><![CDATA[Jo Nesbo]]></category>

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		<description><![CDATA[Já não é de hoje que a Escandinávia vem conquistando um espaço cada vez maior dentro do univero artístico internacional. &#8230;<p><a href="http://barbanti.wordpress.com/2012/01/10/hodejegerne/">Continuar lendo &#187; </a></p><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=barbanti.wordpress.com&amp;blog=4777791&amp;post=732&amp;subd=barbanti&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://barbanti.wordpress.com/2012/01/10/hodejegerne/hodejegerne/" rel="attachment wp-att-733"><img class="aligncenter  wp-image-733" title="Hodejegerne" src="http://barbanti.files.wordpress.com/2012/01/hodejegerne.jpg?w=480&#038;h=200" alt="" width="480" height="200" /></a></p>
<p>Já não é de hoje que a Escandinávia vem conquistando um espaço cada vez maior dentro do univero artístico internacional. Primeiro, na literatura, com obras surpreendentes de escritores que se tornaram referências no gênero policial como Stieg Larsson, responsável pela trilogia Millennium que ganhou uma adaptação em seu país de origem e cujo primeiro capítulo, <em>O Homem que não Amava as Mulheres</em>, foi refilmado por David Fincher e conta com Daniel Craig no elenco. Depois veio a televisão, com o maravilhoso <em>The Killing,</em> que também ganhou uma ótima versão americana. E agora, a sétima arte também se rende a obras que se destacam pelo ritmo incessante, pelo intrigante clima sombrio e por roteiros precisos que mantém o espectador em um constante estado de tensão.</p>
<p><em>Hodejegerne</em> (<em>Headhunters</em>, traduzindo para o inglês), adaptação do livro do consagrado autor norueguês Jo Nesbo, conta a história de Roger Brown (Aksel Hennie) um profissional especializado na área de realocação de grandes executivos que trabalha paralelamente como ladrão de obras de arte para complementar sua renda e sustentar sua luxuosa vida com a esposa Diana (Synnove Macody Lund). Quando o casal conhece o sedutor Clas Greeve (Nikolaj Coster-Waldau, do seriado <em>Game of Thrones</em>), Roger vê no jovem executivo o profissional perfeito para ocupar o cargo de presidente de uma empresa de telecomunicações, além de ser o proprietário de uma rara obra de arte que vale milhões e que desperta o interesse do ambicioso ladrão. É claro que as coisas não correm conforme o planejado e Roger acaba vítima de uma exaustiva caçada em que tem que usar todo seu intelecto e instinto de sobrevivência para sair vitorioso.</p>
<p>A adaptação de uma obra literária é sempre um desafio até para o mais habilidoso dos cineastas por se tratar de duas linguagens completamente diferentes. A força de um romance reside em sua capacidade única em expressar os conflitos internos de suas personagens. No cinema, não há espaço para isso. Como se trabalha com a imagem, o diretor não possui a mesma liberdade de entrar na mente de uma pessoa e revelar o turbilhão de emoções que lá se oculta. Geralmente quando se tenta executar essa façanha é que o filme costuma se perder. Aqui, o diretor consegue escapar dessa armadilha investindo no movimento constante. <em>Hodejegerne</em> não para em um momento sequer. Ele só interrompe a ação quando tem certeza que vai conseguir transmitir os sentimentos de suas personagens com precisão. A cena em que Roger assiste um grupo de crianças brincando e logo em seguida pega seu telefone é um bom exemplo. Não há nenhum diálogo ou narração durante a sequência, mas sabemos exatamente para quem ele vai ligar e o que ele vai falar.</p>
<p><span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://barbanti.wordpress.com/2012/01/10/hodejegerne/"><img src="http://img.youtube.com/vi/bFKM0ETjGjU/2.jpg" alt="" /></a></span><br />
Eu, particularmente, adoro um bom anti-herói. Eu prefiro sempre acompanhar a jornada de uma personagem falha, de caráter questionável, mas humana do que testemunhar a trajetória de uma pessoa perfeita, isenta de erros e fragilidades. Os heróis são muito chatos e o que é pior, nos fazem sentir como seres inferiores. O problema é que o anti-herói precisa ser empático. Como esperar que o público torça para um ladrão de obras de arte que trai a própria esposa? Simples. Faça-o uma pessoa insegura, com a necessidade de aprovação constante. Faça-o um homem que vive aquém de sua capacidade para manter um casamento do qual ele não se sente merecedor. Quem de nós nunca olhou para o lado e se questionou se somos dignos da pessoa que nos acompanha?</p>
<p>É preciso admitir que o roteiro se apoia em algumas situações absurdas que requer uma certa tolerância de seu espectador. A maior delas talvez seja a criação do GPS mais inusitado da história do cinema. E o filme também apela para algumas narrações e <em>flashbacks</em> que se mostram desnecessários e redundantes. Mesmo assim, <em>Hodejegerne</em> é um suspense eletrizante que está anos-luz a frente de seus concorrentes americanos e que ajuda a elevar o cinema policial escandinavo a novos patamares.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/barbanti.wordpress.com/732/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/barbanti.wordpress.com/732/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/barbanti.wordpress.com/732/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/barbanti.wordpress.com/732/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/barbanti.wordpress.com/732/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/barbanti.wordpress.com/732/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/barbanti.wordpress.com/732/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/barbanti.wordpress.com/732/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/barbanti.wordpress.com/732/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/barbanti.wordpress.com/732/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/barbanti.wordpress.com/732/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/barbanti.wordpress.com/732/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/barbanti.wordpress.com/732/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/barbanti.wordpress.com/732/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=barbanti.wordpress.com&amp;blog=4777791&amp;post=732&amp;subd=barbanti&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>50%</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Jan 2012 11:14:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>fbarbanti</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Comédia]]></category>
		<category><![CDATA[Drama]]></category>
		<category><![CDATA[Anna Kendrick]]></category>
		<category><![CDATA[Jonathan Levine]]></category>
		<category><![CDATA[Joseph Gordon-Levitt]]></category>
		<category><![CDATA[Seth Rogen]]></category>
		<category><![CDATA[Will Reiser]]></category>

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		<description><![CDATA[Realizar uma comédia cujo tema principal é a luta de um jovem contra uma rara forma de câncer é um &#8230;<p><a href="http://barbanti.wordpress.com/2012/01/09/50/">Continuar lendo &#187; </a></p><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=barbanti.wordpress.com&amp;blog=4777791&amp;post=708&amp;subd=barbanti&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://barbanti.wordpress.com/2012/01/09/50/50-50/" rel="attachment wp-att-709"><img class="aligncenter size-full wp-image-709" title="50-50" src="http://barbanti.files.wordpress.com/2012/01/50-50.jpg?w=791" alt=""   /></a></p>
<p>Realizar uma comédia cujo tema principal é a luta de um jovem contra uma rara forma de câncer é um desafio corajoso. Qualquer pequeno escorregão e o filme corre o risco de invadir o território do mau gosto, despertando um sentimento generalizado de alienação.  E a escalação do abobalhado Seth Rogen, que costuma integrar comédias de gosto duvidoso, não ajuda a aumentar a confiança sobre esse projeto. Felizmente, <em>50%</em> consegue escapar de todas as armadilhas presentes nesse árduo percurso e entrega ao público um filme sensível e bem humorado.</p>
<p>O jovem Adam (Joseph Gordon-Levitt) leva uma vida monótona. Sua rotina consiste em dar sua corrida matinal, se despedir da namorada Rachael (Bryce Dallas Howard) e ir para o trabalho onde prepara programas de rádio que ninguém escuta. Após sentir uma dor nas costas, ele decide procurar um especialista e descobre que tem um tumor em sua coluna. Sua reação ao receber a notícia não poderia ser mais irreverente. &#8220;Um tumor? Isso não faz sentido. Eu não fumo. Eu não bebo. Eu reciclo&#8221;.</p>
<p>Ele pesquisa na internet suas chances de vencer a batalha contra a doença e descobre que elas são de 50%. O filme então decide acompanhar cada fase da vida do rapaz após o diagnóstico. Sua decisão de como, quando e para quem contar a fatídica notícia. O tratamento psiquiátrico com a jovem Katherine (Anna Kendrick). Sua crescente revolta com a doença que só parece piorar. Sua amizade com outros convalescentes, os únicos que entendem pelo que está passando. A cena, por sinal, em que cada paciente se identifica por seu tipo específico de câncer é impagável.</p>
<p>Por se tratar de uma história contada a partir do ponto de vista de Adam, eles está presente em quase todas as cenas do filme. Sendo assim, a escolha do ator para protagonizar essa personagem é de crucial importância. Se o público não simpatizar com ele, nada na trama funciona. E Joseph Gordon-Levitt se revela a pessoa perfeita para viver Adam. Esse versátil ator, cujo papel mais notório havia sido o de um dos alienígenas no seriado <em>Third Rock from the Sun</em>, nos presenteia com uma atuação inspirada. Ele possui um ar melancólico sem, em nenhum momento, parecer patético. Curiosamente, ele aceitou esse trabalho dois dias antes do começo das filmagens, quando o ator originalmente escolhido desistiu por problemas pessoais. Sorte para Levitt que já ganhou uma indicação para o Globo de Ouro e deve figurar no rol de atores do primeiro escalão a partir de agora.</p>
<p><span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://barbanti.wordpress.com/2012/01/09/50/"><img src="http://img.youtube.com/vi/Xa--ea9P7P4/2.jpg" alt="" /></a></span><br />
O roteiro do estreante Will Reiser beira a perfeição. Seu senso de ritmo é impecável, alternando comédia e drama na medida certa. Sua habilidade pode ser detectada, entre outras, na cena em que Adam usa sua doença para paquerar garotas. Ele primeiro constrói uma bem humorada sequência onde o rapaz se esforça para levar uma garota para a cama. Na cena seguinte, testemunhamos o efeito devastador que o ato sexual tem sobre seu corpo. Não há exageros, nem pieguice. Tudo é realizado com muita delicadeza e sobriedade.</p>
<p>Comédias honestas como essa estão cada vez mais escassas em uma indústria que prefere investir no riso fácil. Fazer rir de uma doença como o câncer não é uma tarefa para qualquer um. Definitivamente, não existe nada de fácil nessa empreitada. Mas <em>50%</em> acerta onde a grande maioria das produções do gênero fracassa. Ele é sensível sem ser melodramático. É engraçado sem ser apelativo. E é simpático sem ser irrelevante.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/barbanti.wordpress.com/708/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/barbanti.wordpress.com/708/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/barbanti.wordpress.com/708/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/barbanti.wordpress.com/708/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/barbanti.wordpress.com/708/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/barbanti.wordpress.com/708/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/barbanti.wordpress.com/708/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/barbanti.wordpress.com/708/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/barbanti.wordpress.com/708/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/barbanti.wordpress.com/708/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/barbanti.wordpress.com/708/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/barbanti.wordpress.com/708/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/barbanti.wordpress.com/708/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/barbanti.wordpress.com/708/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=barbanti.wordpress.com&amp;blog=4777791&amp;post=708&amp;subd=barbanti&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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