Falar sobre a arte sempre foi um passatempo para mim. Seja ela a sétima ou qualquer outra. Um passatempo que abandono e revisito com grande frequência, sempre incerto de quanto ele vai durar. Já escrevi para sites, tive o meu próprio, passei por blogs e sempre os deixo de lado por motivos que fogem qualquer lógica. Agora, mais uma vez, estou de volta.
Espero que seja o meu último retorno, mas não faço promessas. A verdade é que eu sinto falta de falar sobre aquilo que eu amo, mas amo também ficar sem falar nada por um tempo. Na ânsia de ter sempre o que dizer, acabo ficando em silêncio. E nele descanso até encontrar minha voz dormente.
E porque infinito, alguns podem estar se perguntando? Sinceramente, não sei. Sempre fui fascinado pelo conceito de algo eterno, perene, que ultrapassa as barreiras do tempo. E a arte talvez seja uma das poucas coisas desse mundo que atinge esse objetivo. Para ela, as areias do tempo e os ponteiros dos relógios interrompem seu movimento para que ninguém perca um segundo sequer do espetáculo. Os artistas, outrora desconhecidos, se tornam imortais. Nós, meros espectadores, fechamos os olhos e nos rendemos à beleza e à poesia que somente a arte pode nos oferecer.
E, por um breve instante, somos parte desse infinito.